Mix de produto
Mix de produto é a decisão de quais categorias, estilos e variantes uma operação de moda oferece em cada canal e período. O processo separa amplitude, profundidade, grade, demanda e compra para transformar uma intenção de coleção em uma oferta verificável.
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O que é Mix de produto?
Mix de produto é a composição planejada da oferta: quais categorias, estilos e variantes entram, para qual canal e em qual período. No varejo de moda, o planejamento de sortimento organiza estilos sazonais e os distribui por lojas e outros canais. Por isso, mapa de coleção não deve ser confundido com a decisão comercial que transforma a coleção em oferta.
A unidade de decisão precisa ser explícita. Categoria responde “que família entra?”; estilo responde “qual proposta concreta?”; SKU ou variante responde “em qual cor e tamanho ela será oferecida?”. O plano de mercadorias trabalha no nível das categorias, enquanto o sortimento de moda desce até produtos e estilos. Essa separação evita que uma verba de categoria seja tratada como uma lista final de produtos.
Como amplitude e profundidade mudam o mix?
Amplitude é a variedade de produtos vendidos; profundidade é o número de variações, como tamanhos e cores, disponível para cada produto. Em termos de decisão, amplitude abre mais famílias ou propostas, enquanto profundidade concentra opções dentro de cada família. A profundidade de um sortimento corresponde à variação oferecida dentro dele; um exemplo de varejo combina marcas, cores e tamanhos para uma categoria.
A escolha entre ampliar e aprofundar deve ser feita por recorte, não por preferência abstrata. Registre a categoria, o estilo, as cores, a grade de tamanhos, o canal e a janela de venda na mesma linha do plano. Uma categoria com muitas propostas pode precisar de menos variantes por proposta; uma proposta central pode justificar mais cores ou tamanhos. Essa é uma regra de desenho editorial do processo, não uma promessa universal de desempenho.
O mix fica mais legível quando o line plan mostra o conjunto e a ficha do produto mostra a variante. Não conte “modelos” e “cores” como se fossem a mesma coisa: amplitude responde à largura do conjunto; profundidade responde à escolha dentro de cada item.
Como ligar mix, demanda e compra?
A previsão de demanda liga dados históricos ao planejamento do que os clientes podem procurar a seguir. Ela pode alimentar uma hipótese de mix, mas não decide sozinha quais estilos serão desenvolvidos. Para revisar a hipótese, compare a taxa de sell-through de cada produto ou categoria no mesmo ponto do ano anterior; leia o sinal com a unidade de período, canal e categoria declarada.
O orçamento entra depois como restrição e mecanismo de compra. O cálculo de open to buy usa previsão de vendas, estoque de abertura e estoque de fechamento desejado. Seu resultado pode ser separado por departamentos ou categorias para orientar pedidos e intervalos de chegada. Assim, OTB responde quanto ainda pode ser comprado; o mix responde o que ocupa esse espaço.
Em cada revisão, compare o que foi planejado com o que foi vendido, recebido e mantido em estoque. A gestão de estoque requer visibilidade para saber quando pedir, quanto pedir e onde armazenar. Portanto, registre entradas comprometidas, unidades disponíveis e a data de leitura antes de concluir que uma categoria deve crescer ou encolher. Um sinal de venda sem seu contexto pode alterar o mix pela razão errada.
Como revisar um mix sem perder o contexto?
Use uma tabela por canal e período com categoria, estilo, variante, quantidade planejada, compra comprometida, estoque disponível e indicador de leitura. Marque separadamente hipótese de demanda, decisão de produto e compromisso de compra. A equipe pode então revisar primeiro a arquitetura da oferta, depois a profundidade e, por fim, o saldo de compra.
O mix também deve conversar com arquitetura de preço, planejamento de demanda e sell-through. Essas relações não substituem os dados do período; tornam explícito onde a decisão pode ser explicada, revisada ou descontinuada. O processo está completo quando outra pessoa consegue reconstruir por que uma categoria recebeu aquela amplitude e aquela profundidade, em vez de apenas ver o total comprado.
Fatos verificados
- No varejo de moda, o planejamento de sortimento organiza estilos sazonais e os distribui por loja e por outros canais de venda.
Fonte: oracle.com ↗ - O plano de mercadorias trabalha no nível das categorias, enquanto o sortimento de moda desce até produtos e estilos.
Fonte: oracle.com ↗ - A profundidade de um sortimento corresponde à variação oferecida dentro dele; um exemplo inclui marcas, cores e tamanhos para uma categoria.
Fonte: oracle.com ↗ - Amplitude é a variedade de produtos vendidos, enquanto profundidade é o número de variações, como tamanhos e cores, disponível para cada produto.
Fonte: shopify.com ↗ - A revisão do histórico pode usar a taxa de sell-through de cada produto ou categoria no mesmo ponto do ano anterior.
Fonte: shopify.com ↗ - O cálculo de OTB usa previsão de vendas, estoque de abertura e estoque de fechamento desejado.
Fonte: retaildogma.com ↗ - O resultado de um processo de OTB pode ser separado por departamentos ou categorias para orientar pedidos e intervalos de chegada.
Fonte: retaildogma.com ↗ - A previsão de demanda liga dados históricos ao planejamento do que os clientes podem procurar a seguir.
Fonte: ibm.com ↗ - A gestão de estoque requer visibilidade para saber quando pedir, quanto pedir e onde armazenar o estoque.
Fonte: ibm.com ↗
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Fontes
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